Sobre
Prazer, Carol Luna
escuta e compromisso com a autonomia de quem menstrua unindo ciência e sensibilidade
Trabalho há mais de uma década com mulheres e pessoas que menstruam, acompanhando decisões reprodutivas, manejo do ciclo menstrual, autonomia alimentar e processos de reconexão com o corpo.
Eu acredito que saúde é uma construção cotidiana de possibilidades de bem-viver a partir das condições concretas de cada pessoa, ou seja, levando em conta os determinantes sociais de saúde e deixando de lado metas frias e controle. O autoconhecimento é um passo para fazer brotar e enraizar rituais de pertencimento ao corpo-território.
Minha atuação nasce da escuta atenta & crítica, unindo ciências da saúde e humanas com a prática clínica e educação. Sou atravessada por uma perspectiva feminista interseccional, não prescritiva e comprometida com a justiça social reprodutiva.
Acredito que conhecer o corpo é um direito, e que informação só é emancipadora quando pode ser traduzida em prática viva e contextualizada.
Formações
Nutrição pela Universidade de São Paulo (USP)
Antropologia e Licenciatura em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Mestranda em Saúde Pública pela USP, com foco em estudos de gênero
Além da formação acadêmica, tenho certificações internacionais em métodos de percepção de fertilidade (Justisse e Sensiplan), atuação de movimentos sociais e de extensão universitária, em comunicação não-violenta e diversos cursos relacionados à gênero, raça, nutrição e fertilidade.
Porquê
Para oferecer um cuidado que não:
silencia o ciclo menstrual
medicaliza decisões reprodutivas
transforma o corpo em problema
oferece vigilância onde deveria haver escuta e transformação
- normaliza preconceitos em nome de uma suposta saúde
culpabiliza indivíduos por problemas sociais
usa o medo e o autoritarismo durante atendimentos de saúde
Nomear nossas vivências corporais e entender os determinantes biológicos, psicológicos e sociais e sociais que influenciam essas vivências é o primeiro passo para criar um real autonomia corporal, fundamento básico da justiça reprodutiva. Assim, a fluência corporal tem como sua principal missão promover o conhecimento acerca da saúde menstrual e reprodutiva & fortalecer rituais de cuidado de si para que todas possam habitar seus corpos com dignidade e prazer.
Nutrição, ciclo & fertilidade
Como nutricionista, não trabalho com dietas prescritivas, metas de peso ou controle alimentar.
Minha prática em nutrição é baseada em evidências científicas, crítica ao nutricionismo e moralização da comida e construção de uma rotina alimentar saborosa, acessível e culturalmente apropriada. Dentre as minhas referências estão a abordagem Health at Every Size (HAES) e o Guia Alimentar para a População Brasileira.
Meu foco de atuação é a saúde menstrual e reprodutiva, assim condições como TPM, TDPM, SOP, endometriose, preparação para a concepção, infertilidade, perimenopausa/pós-menopausa, amenorreia hipotalâmica, alimentação transtornada e distúrbios de imagem, entre outros, fazem parte do meu dia-a-dia na prática clínica.
Método de Percepção de Fertilidade
Depois de anos atendendo, ensinando e acompanhando pessoas que usavam MPF para contracepção, concepção e autoconhecimento, ficou claro para mim que:
os métodos de percepção de fertilidade existentes não dialogavam plenamente com a realidade brasileira;
muitas abordagens eram atravessadas por moralismos e não a realidade viva e extremamente diversa;
novas tecnologias são divulgadas sem o devido estudo, usando falsas promessas de empoderamento;
faltava um método que unisse rigor científico, ética do cuidado e autonomia real
Minha abordagem nos cursos e atendimentos no método de percepção de fertilidade visa suprir essa lacuna. Unindo muito estudo, prática clínica e compromisso com a justiça reprodutiva, meu propósito é oferecer uma ferramenta para ler o ciclo menstrual e a fertilidade com responsabilidade e não com expectativas irreais de controle absoluto do corpo.
Dizem por aí...
fluência corporal
A fluência corporal nasce em 2018 como um espaço de promoção de saúde menstrual, reprodutiva e nutricional, comprometido com:
justiça reprodutiva
liberdade epistemológica
bem-viver
Aqui, falamos de menstruação, fertilidade, sexualidade e alimentação sem tabus, sem moralismos e sem autoritarismos. Por isso, nos orgulhamos de estarmos em constante transformação: conforme o conhecimento científico avança e conforme os corpos falam.
Meu trabalho se divide em consultas nutricionais, atendimentos no método de percepção de fertilidade, organização de cursos e materiais educativos sobre saúde menstrual e reprodutiva e desenvolvimento de projetos institucionais.
Diversidade e linguagem
A fluência corporal é para todas, todes e todos. Independente de identidade de gênero, orientação sexual, raça, classe, idade, religião, quantidade de parceires e origem.
Os direitos sexuais e os direitos reprodutivos fazem parte dos Direitos Humanos e são reconhecidos em leis nacionais e internacionais, ainda assim sabemos que as violações são constantes… Assim, esperamos contribuir para uma sociedade mais respeitosa e com indivíduos mais empoderades, oferecendo serviços sem julgar as decisões a respeito de sexualidade, planejamento reprodutivo, relacionamentos, etc.
O português é uma língua extremamente generificada (todas as palavras são classificadas em feminino ou masculino, não existe um gênero neutro como em outras línguas) e sexista (se há um homem e 20 mulheres em uma sala, o mais comum é se referir a “eles” e não a “elas”, por exemplo).
A linguagem é uma forma de expressar e criar cultura, assim usar uma linguagem inclusiva é uma forma de resistência ao machismo. Existem diversas formas e estratégias para isso. Aqui fazemos uso de diversas estratégias: sempre que possível buscamos palavras neutras (pessoas, humanidade, adolescentes, etc.), as vezes adotamos a/o, e, as vezes colocamos propositalmente no feminino, as vezes usamos a forma “tradicional”. Usamos as expressões “pessoas que menstruam”, “pessoas com útero”, “menstruantes” e “sistema reprodutor feminino” quando nos referimos a pessoas que tem a experiência física de menstruar. Já o uso da palavra mulher é feito para nos referirmos a pessoas que se identificam com o gênero feminino.
Entendemos que este é um debate em andamento e fazemos o nosso melhor para acolher mulheres cis, homens trans e pessoas não-binárias que porventura queiram aprender sobre seus ciclos menstruais.
Os valores dos cursos e atendimentos refletem a formação e cuidado envolvidos. Como prática de justiça social reprodutiva em um país extremamente desigual são oferecidos valores sociais. Entre em contato para mais informações.